Novas tecnologias de Cana-de-Açúcar

18/12/2015 10:47:30

Nos próximos anos, os produtores de Cana-de-Açúcar do país poderão ter à disposição uma importante inovação tecnológica. Trata-se da utilização da semente de Cana, ou seja, célula de Cana clonada. A pesquisa está em desenvolvimento nos laboratórios do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), localizado em Piracicaba (SP).

A informação foi dada pelo presidente do CTC, José Gustavo Teixeira Leite, durante encontro com o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, em Brasília.

Teixeira relatou que o melhoramento genético da Cana permitirá o surgimento de novas variedades mais produtivas, com maior teor de sacarose, tolerância à seca e resistência às pragas. A primeira variedade transgênica deverá ser colocada no mercado em 2017.

Para o presidente do CTC, em termos de biotecnologia, a Cana-de-Açúcar está 17 anos atrasada em comparação com os exemplos de sucesso obtidos com as sementes transgênicas desenvolvidas no país para as culturas de Milho e Soja. Na sua avaliação, a partir da utilização da “semente de Cana”, vai ser possível melhorar produtividade do setor, pois a forma de plantio tem quase as mesmas características de 400 anos atrás, no que diz respeito ao desenvolvimento tecnológico.

Entre as metas do CTC, está dobrar a produtividade da Cana por hectare nos próximos dez anos. Recentemente, foram lançadas 16 novas variedades de Cana-de-Açúcar desenvolvidas por 7 das 10 universidades federais que compõem a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (Ridesa), entre elas a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), responsável por quatro dessas novas variedades RB, sigla das cultivares da Rede que, atualmente, representam 68% da área cultivada com Cana-de-Açúcar no Brasil.

O Brasil, líder mundial na produção de Cana-de-Açúcar e seus derivados (Açúcar e Etanol), tem obtido aumentos significativos na produção por hectare por meio de plantas melhoradas geneticamente. Com a tecnologia, as plantas ganham novas características para se adequarem a diferentes tipos de clima e solo, ao plantio e colheita mecanizados, dentre outros fatores. A inovação tecnológica tem na Ridesa e nas variedades RB um modelo de sucesso.

Segundo Reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, depois de vários desafios superados ao longo de seus 25 anos de história, a Rede se consolida como importante instrumento de parceria entre a academia e o setor privado.

 

Fonte: Jornal A Gazeta


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