Milho: boa movimentação, mas volumes abaixo das expectativas

28/02/2018 9:31:14

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou novos dados referentes ao mercado de exportação do milho brasileiro. Com 914,2 mil toneladas acumuladas até o dia 16, a média diária em fevereiro foi de 91,4 mil toneladas frente às 27,1 mil toneladas exportadas por dia no mesmo período do ano passado. Os números são bons e indicam ritmo forte, com boa presença de importadores, mas os embarques estão em ritmo menor do que nas semanas anteriores.

O acumulado total do ano já é de 3.935,7 mil toneladas exportadas, com fôlego para seguir embarcando em boas quantidades nos próximos dias. Vale destacar que a queda nos embarques neste início de ano se deu especialmente por conta do “sumiço” do milho, que coloca em dúvida a realidade dos estoques apontados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em mais de 18,6 milhões de toneladas no fechamento do ano comercial.

Como fator positivo, destaca-se a volta da boa movimentação para o segundo semestre, com aumento das vendas futuras do milho para embarque de agosto em diante, com muitos fechamentos para setembro e outubro, nas faixas dos R$ 34,00 aos R$ 36,00, com níveis maiores para novembro e dezembro, que também já têm movimento certo.

O mês de fevereiro está terminando nesta semana, com poucos vendedores sendo esperados para o mercado do milho nos próximos dias, mas com pressão positiva, que seguirá na linha das ofertas com apelo para algumas negociações. Os indicadores não devem sofrer grandes alterações, seguindo em alta, já que a safra de verão veio bem abaixo do ano passado devido à queda da área plantada. Os produtores sinalizam que vão segurar o grão para negociar em abril e maio, quando esperam por avanços, enquanto as indústrias apontam que seguirão trabalhando com os estoques que têm nas mãos. As produtoras de Etanol no Mato Grosso devem continuar atuando com os volumes da nova safrinha para garantir o abastecimento, pois o setor teme que haja fortes avanços nas cotações no segundo semestre, devido a incertezas sobre o câmbio e ao espaço para alta externa. Desta forma, ao contrário do ano passado, em que havia milho barato e em excesso, o cereal agora tem valores elevados, sem garantia de oferta devido ao atraso do plantio da safrinha.

Fonte: Brandalizze


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