Hortaliças e cana já sentem prejuízos por excesso de chuvas em São Paulo

03/02/2017 12:06:29

As tradicionais chuvas de verão que afetaram São Paulo por dias ininterruptos prejudicaram a qualidade das hortaliças e elevaram os preços. Produtores que estão renovando os canaviais também tiveram os trabalhos atrasados pelo mau tempo.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), o valor do alface saltou 77,7% entre os dias 23 e 27 de janeiro ante a semana anterior. No caso do coentro, houve um forte acréscimo de 130% nos preços, que passaram de R$ 44,25 para R$ 102 por caixa com uma dúzia de maços.

O economista do Ceagesp, Flávio Godas, conta que o entreposto tem recebido hortaliças com números menores de folhas e nítida produtividade menor. Com o clima mais quente, a tendência agora é que o consumo registre aumento e os indicadores subam ainda mais - cenário que pode se agravar em fevereiro.

Caso o calor volte e tenha maior incidência, a qualidade das verduras segue em risco, pois os extremos são prejudiciais no setor.

Levantamento do Instituto Agronômico (IAC) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, com base em dados do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas (Ciiagro), mostra que em Campinas (SP) choveu 267,46 milímetros de 1º a 26 de janeiro de 2017. A média de chuva para a cidade em janeiro, porém, é de 272,9 milímetros. O volume de precipitação para os primeiros 26 dias do ano na cidade foi superior ao total registrado para o mês todo em 2015, quando choveu 202,95 mm, e 2014, quando foram registrados 181,35 mm. Em Franca (SP), por exemplo, o volume superou a média e ficou em 425,70 mm, enquanto o tradicional para o período é de 292,8 mm.

Com relação ao cereal, o plantio antecipado no município de Capão Bonito (SP) fez com as plantas fossem submetidas a altas temperaturas no início do mês e agora com ao excesso hídrico e a baixa luminosidade, o que causa reflexo negativo na polinização. A semeadura na região do Médio Paranapanema podem atrasar.

Atraso também foi o que ocorreu nos canaviais. Depois de um ano com remunerações melhores nos subprodutos da cana (açúcar no mercado externo e etanol no doméstico), a expectativa é de elevação na taxa de renovação de plantio nas lavouras. No entanto, a umidade limitou até mesmo a entrada das máquinas no campo, gerando atrasos.

Fonte: Jornal DCI


Siga a Arysta