Brasil em busca de crescimento na produção Algodão

01/10/2015 13:47:33

O Brasil é o terceiro maior exportador de algodão do mundo. Nestes primeiros oitos meses de 2015, o país exportou mais de 313 milhões de toneladas do produto, representando novas divisas no valor aproximado de US$ 480 milhões. No mesmo período do ano passado, foram exportados cerca de 242 milhões de toneladas, gerando US$ 463 milhões. No comparativo, um aumento de 29%. Os principais países importadores são Indonésia, Vietnã e Coréia do Sul.

No Brasil, o algodão é produzido principalmente nos estados de Mato Grosso, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Maranhão. Como 5º produtor, atrás da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão, o país tem uma produção de 1,467 milhão de tonelada na safra 2014/2015.

Apesar de todo esse potencial, o país enfrenta problemas no setor que dificultam seu crescimento. O bicudo-do-algodoeiro, inseto de maior incidência e com maior potencial de danos, podendo atingir até 70% das lavouras, e o alto percentual de fibras curtas do algodão, em razão da falta de mão de obra qualificada na hora de separar a fibra do carroço do algodão, são fatores que reduzem a produtividade e promovem a desvalorização do produto. Hoje, a porcentagem de fibra curta, que desvaloriza a matéria final, está 9% mais alto que no ano passado.

Segundo Alan Malinski, assessor técnico do setor algodoeiro da CNA (Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil), o mau manejo por parte da indústria vem ocorrendo com muita frequência, desvalorizando assim o produto.

A CNA, sempre preocupada com o produtor rural, atuou como parceira e patrocinadora do 10º Congresso de Algodão, que ocorreu entre os dias 1 e 4 de setembro, em Foz do Iguaçu, Paraná. O evento debateu os problemas enfrentados constantemente pelos Cotonicultores (produtores de Algodão) e pela indústria, e que podem ser combatidos com boas práticas agrícolas e manejo adequado nas atividades industriais.

De acordo com Malinski, além desses entraves, o produtor também enfrenta altos custos de produção, que podem atingir até 30% nesta safra. Para ele, a alta demanda por defensivos e fertilizantes, com a alta da moeda americana (dólar), tem diminuído a rentabilidade dos produtores e isso tem dificultado a manutenção dos pequenos produtores na atividade. Além disso, as discussões durante os três dias do Congresso vieram trazer uma solução para estas questões, consideradas prioritárias para a CNA.

Depois de vários ciclos de palestras e mesas redondas, os debatedores do Congresso chegaram à conclusão que a Cotonicultura mundial passa por um momento de ajustes, com mudanças no padrão de consumo, na produção, nos preços e na comercialização. Diante dessa nova realidade, o Brasil precisa se adaptar para não perder espaço, estimulando o consumo interno e a abertura de novos mercados no exterior, além de passar a produzir com menores custos, objetivando maior produtividade e qualidade.

 

Fonte: Portal Rural Centro/MS


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